Em medicina, todo e qualquer procedimento a ser realizado traz consigo um risco inerente. De uma maneira geral, podemos dizer que quanto maior o procedimento e quanto pior as condições clínicas do paciente, maiores são os riscos e vice-versa.
Em cirurgia de obesidade trabalhamos, em grande parte dos casos, com cirurgias de grande porte e pacientes de grande peso. Além disso, muitas vezes estão presentes co-morbidades como o diabetes e a hipertensão, que são, sem dúvida, fatores complicadores. Sendo assim, não podemos considerar a cirurgia da obesidade um tratamento isento de riscos.
Algumas complicações são possíveis de acontecer durante o desenrolar do procedimento cirúrgico, como os acidentes anestésico-cirúrgicos, as lesões de órgãos intra-abdominais e as falhas de grampeamento. No período pós-operatório imediato, a complicação mais temida é a embolia pulmonar, mas também podem ocorrer vazamentos nos locais de grampeamento.
Em relação às complicações tardias podemos incluir as hérnias incisionais, a doença calculosa da vesícula biliar e as alterações metabólicas. De uma maneira geral, qualquer complicação possível de ocorrer em cirurgias de grande porte pode acontecer em cirurgia da obesidade, inclusive com a necessidade de reoperações.